quarta-feira, 6 de abril de 2011

Exagero




O programa Documentários na TV CULTURA continua arrebentando todas as bocas de balões imagináveis e inimagináveis.

Esta semana exibiu o documentário ANNIE LEIBOVITZ, A VIDA ATRÁS DAS LENTES.
Foi matéria neste blog quando saiu a edição brasileira do DVD, 2 anos atrás.

Nenhuma fotógrafa de celebridades na história humana tem um portfólio como o de AL.
Passou mais de 10 anos na Rolling Stone, desde o início da publicação.

Também fez história na Vanity Fair com suas fotos rebuscadas e glamourosas.

Foi ajudada pela sorte em muitas ocasiões.

A sessão de fotos com Lennon e Yoko feitas 4 horas antes do assassinato do mesmo, no apartamento dele no Edifício Dakota, são das fotos mais publicadas da imprensa.
Ele se permitiu viajar na arte dela, tirou a roupa e fez uma série inesquecível.

Alguém exagera no documentário quando diz que a foto acima é "a Pietá dos tempos modernos".
É babação demais, claro !!!

Mas o impacto que a Rolling Stone causou quando no mês seguinte à morte dele publicou esta capa matadora, somente a foto e o nome da revista, nunca poderá ser avaliada justamente.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Macbeth por Kurosawa




Akira Kurosawa dirigiu a sua explêndida versão do Macbeth, de Shakespeare, que chamou de TRONO MANCHADO DE SANGUE.

Foi a Londres e lá se encontrou com Lawrence Olivier, renomado ator e diretor britânico, louvado por suas interpretações das peças do Bardo.

Olivier disse a Kurosawa:
"Sua interpretação de Macbeth é errônea. Macbeth é um homem que sofria de uma maneira muito humana."
E Kurosawa:
"Macbeth é a tragédia de um homem simples que era manipulado pelos outros."


Olivier referiu a 4 aspectos que o tinham impressionado na versão de Kurosawa:

1 - Lady Macbeth estava grávida e enlouquece após dar à luz de uma criança natimorta.
2 - O impacto evocativo do estouro dos cavalos.
3 - O fato de que na noite antes da floresta se mover, um bando de pássaros voou para dentro do castelo.
4 - a cena em que Macbeth é morto a flechadas.
(foto acima, numa interpretação inesquecível de Toshirô Mifune).

É um filme grandioso e belo.
Todos deveriam assistir.
Existe em DVD no Brasil, em diversas edições.
Só ouvi falar no Blu ray japonês.

P.S.: história pescada do livro "À espera do tempo. Filmando com Kurosawa."de Teruyo Nogami, assistente do diretor.
Bela edição de capa dura da Cosacnaify.


segunda-feira, 4 de abril de 2011

Liberdade de Imprensa




32 anos depois, as tarjas pretas na imprensa voltaram.
A revista Caras circulou cheia delas.
(Uma carta de Cibele Dorsa, escrita poucas horas antes de se suicidar.)

A justiça ordenou, a pedido do "Cavaleiro Doda", agora aninhado nos braços bilionários de Athina Onassis.

É uma carta desconcertada e, certamente, privada que, como editor de qualquer publicação, eu não divulgaria. Não acrescenta nada à dolorosa e confusa vida de Cibele Dorsa, de quem eu nunca tinha ouvido falar antes da morte do namorado, semanas atrás, pulando da mesma janela no sétimo andar.

O problema é censurar a imprensa.
É um bom começo para tudo voltar a ser como dantes... em Abrantes.
As chances disto acontecer são mínimas, pois vivemos num país mais maduro, apesar de tudo.

O que torna ridícula a proibição é a estatística.
Mesmo nos salões de cabelereiros e consultórios médicos onde a Caras reina sobre todas as outras revistas, quase todo mundo hoje tem acesso à internet.

Basta digitar no Google "Cibele Dorsa carta" e lá está a carta inteira com suas acusações ao ex-marido. Acusações sofridas e até muito pouco agressivas.
Como seriam de uma pessoa em desalento.
Foi só uma vitória de Pirro e uma ousadia contra a liberdade de imprensa,
um bem que nos é muito querido.

P.S.: Se fosse na época que o presidente Getúlio Vargas deu um tiro no próprio peito, também apareceria na justiça algum arauto da moralidade para proibir a Carta Testamento que ele deixou.

domingo, 3 de abril de 2011

Zumbilândia. Assista quando puder.




A minha distância de filmes e seriados de zumbis, vampiros, mortos-vivos e lobisomens pode ser medida em anos luz.
A menos que tenham sido feitos antes do ano de 1935.

Assisti The Walking Dead porque era muito bem realizado, só tinha 6 episódios e era num canal pago e em HD.
Não acho graça em pessoas atirando na cabeça de outros seres humanos.
É degradante.

ZUMBILÂNDIA é um filme de Ruben Fleisher. Com Jesse Eisenberger antes dele ficar famoso com Rede Social. Com o notável ator de comédia Woody Harrelson.
Está passando no canal MaxiHD e saiu em DVD e bluray.

Os créditos iniciais já são de tirar o chapéu.
Uma bela edição de cenas em alta definição em câmara lenta.
A participação de Bill Murray é um show à parte.
O roteiro é da melhor qualidade.

2 homens e 2 mulheres se encontram por acaso e vagueiam pelos Estados Unidos, depois do país ser dominado por mortos vivos.
Um humor negro de primeira categoria.
Parecia aqueles "filmes B"da década de 50.
Filmes sem nenhuma pretensão de serem obras primas ou arrasos de bilheteria, mas com muita criatividade e inteligência, coisas raras na Hollywood atual.

Só assisti porque o site do Kinemail colocou entre os melhores de 2010.

O Brasil sempre dando um banho nos preços americanos.
O bluray custa na Amazon 16 reais.
O brasileiro custa 89 reais.

sábado, 2 de abril de 2011

Irmãos Marx - Chico e Harpo - ao piano.




sexta-feira, 1 de abril de 2011

Microsoft mata o mundo de rir.




A Microsoft nunca fez absolutamente nada que prestasse dentro da informática.
O que pareceu bom foi tudo copiado da Apple e de outras empresas que, estas sim, desenvolveram as novidades.

Ontem ela abriu uma queixa na União Européia contra a Google por "monopólio do setor de buscas".

Fazia tempo que eu não ria tanto, sozinho.

Se há um campo onde a Microsoft conseguiu se superar em termos de nulidade foi exatamente no setor de buscas.
Talvez seja uma patética reação a uma acertada acusação de estar usando os métodos originais do Google no seu buscador BING. É impressionante como certas buscas dão resultados exatamente iguais nos 2 buscadores. Nada existe como prova da acusação da Microsoft.

Como exemplo máximo da sua incapacidade neste campo, lembro que poucos anos atrás, na época que eu baixava música e filmes pela internet (há anos que não faço mais isto), deixei o computador ligado durante a noite, baixando o vídeo de uma ópera de Wagner que não era disponível para venda.

Só por anarquia coloquei no setor de busca do RWindows do computador a busca do... "windows".
Não foi uma surpresa ver no outro dia, 8 horas depois, o resultado da busca:
"O Windows não achou o próprio windows no computador."

Vai ser ruim assim na China !!!

Link do artigo de ontem, no jornal O Globo:


quinta-feira, 31 de março de 2011

Napoleão de Kubrick



Nós, os fãs de Stanley Kubrick, estamos em estado de graça.
Desde os anos 60 que corria uma história de que SK estava reunindo material para filmar sobre o Imperador francês Napoleão.
Terminou abandonando o projeto.
Mas ficou a história...
e a curiosidade.

A editora Taschen passou anos anunciando um livro com o material que ele tinha na sua casa inglesa e que ficou com a viúva Christiane Kubrick.
O irmão dela, Jan Harlan, continuou administrando a obra dele.
O que já fazia quando o mesmo era vivo.

Em 2009 saiu a edição especial da foto abaixo.
Um livro aberto, onde cabiam outros 10 livros com todo material recolhido por Kubrick.
Os preços começavam em 600 dólares e achei caro demais.
A edição se esgotou em dias.
Comprada por espertalhões que logo estavam anunciando por preço 10 vezes superior.

Semana passada saiu uma alentada segunda edição.
Por módicos 60 reais.
Em 1 só volume, mais de 1000 páginas.
Recebi o meu exemplar e delirei.
(0 da foto acima)

Como SK era perfeccionista e exagerado, como todo profissional deveria ser, ele não economizou nesta pré produção.
Prá dar um detalhe apenas, ele organizou 17 mil fotografias sobre o assunto.
Todas não podem estar no livro, mas vem um cartão com um código que dá acesso ao site com todas as imagens.
Uma grande viagem que estou começando.

"Com todo seu talento, Napoleão não soube consolidar suas conquistas. Kubrick dizia que não somos governados pelo intelecto ou pela educação como gostaríamos - no fim, e quando importa, nossas emoções é que mandam." Jan Harlan

Por isto, e pelos desastres dos últimos dias em Pesqueira, minha inspiração para fazer matérias mais pessoais para o blog, minguou.
Mas é só por uns dias.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Mozart: a seriedade e a brincadeira.



segunda-feira, 28 de março de 2011

Frases inúteis 1





domingo, 27 de março de 2011

Richard Rhodes





"Armas nucleares são obsoletas. É preciso entender que elas só foram efetivamente armas de guerra numa única situação: quando apenas um país detinha seu monopólio. E se continuamos ainda a nos apegar a elas é por não termos nada melhor em que pensar. Depois do Holocausto, de Hiroshima e Nagasaki, a idéia de que a destruição pode ir até o fim, sem limites, se tornou um tabu civilizatório na arena da nação-estado. Ficou claro que não podemos viver num mundo em que populações inteiras possam ser destruídas. Isso representou uma mudança moral na natureza da guerra entre as nações-estado. Reduzir o dano colateral virou imperativo moral."

EU: armas atômicas hoje só fazem sentido nas mãos de terroristas, pois eles não têm preocupação com a brutalidade de retaliações.
Uma catástrofe nuclear que acabasse com a terra seria um cenário de paraíso para quem, como eles, apostam no "quanto pior, melhor".

Richard Rhodes,
historiador.
Entrevista na ISTO É.
Link abaixo:

http://www.istoe.com.br/assuntos/entrevista/detalhe/130024_A+BOMBA+ATOMICA+E+INUTIL+E+OBSOLETA+

sábado, 26 de março de 2011

Oriente




Se oriente, rapaz

Pela constelação do Cruzeiro do Sul

Se oriente, rapaz

Pela constatação de que a aranha vive do que tece

Vê se não se esquece

Pela simples razão

de que tudo merece consideração

Considere, rapaz a possibilidade de ir pro Japão

Num cargueiro do Lloyd lavando o porão

Pela curiosidade de ver onde o sol se esconde,

vê se compreende

Pela simples razão

de que tudo depende de determinação

Determine,

rapaz onde vai ser seu curso de pós-graduação

Se oriente,

rapaz pela rotação da Terra em torno do Sol

Sorridente,

rapaz pela continuidade do sonho de Adão.


de Gilberto Gil,

com Elis Regina.

sexta-feira, 25 de março de 2011

O sal da terra agora nos mata.





Depois das campanhas contra as gorduras e o açucar, o SAL é a bola da vez.
Recomendações surgem de todos os lugares.

Deveríamos comer 2.30 gramas de sódio por dia.
Pessoas com pressão arterial alta ou com doenças nos rins, um pouco mais da metade disto.
Equivale a uma colher de chá do sal de cozinha.
Brasileiros e americanos comem 3 a 4 vezes isto.
Se diminuíssemos para 2.3 gramas, 11 milhões de pessoas deixaram de ser hipertensas.
Se reduzisse para 1.5 gramas por dia, 17 milhões.

A indústria alimentícia é a vilã de sempre.
O sal é o conservante mais barato, numa época que se criou a neurose de reduzir custos a qualquer preço.

Em qualquer mercado as etiquetas são tão assustadoras como o pior filme de terror.
Um copo de sopa que só precisa acrescentar água tem mais de 1 grama de sódio.
Numa carne que vi em pacotes hoje no supermercado, 1 pouco mais de 1 colher de sopa (30 gramas) tem 1.40 gramas, quase o equivalente ao que uma pessoa com pressão alta ou doença cardíaca ou renal deveria ingerir POR DIA.

Mas, por que o sal faz mal?
Na explicação mais singela, é o mesmo que você colocar um pouco de sal num copo dágua.
O que acontece ?
Ele desaparece, se dissolve na água.
Coloque uma quantidade grande e a água vai parecer com uma farinha dentro dela.
Este sal que não se dissolve "arranha"as artérias pequenas durante anos e então facilita derrames, infartos do coração e a própria aterosclerose, com o endurecimento e entupimento das artérias.

Resumo da ópera:
coma com o mínimo de sal possível.
JAMAIS colocar saleiro em cima da mesa.
Isto é um convite ao uso.

    quinta-feira, 24 de março de 2011

    Abraham Lincoln






    quarta-feira, 23 de março de 2011

    Diana Ross





    Diana Ross, 66 anos, apareceu no programa da Oprah, junto com os seus 5 filhos adultos.

    Fisicamente parecia saída de um túnel do tempo. Uma réplica de todo o seu visual de 30 anos atrás. Incluindo uma esvoaçante cabeleira que era "do bem"nos anos 80 mas que agora foi deletada da estética moderna.

    Mostrou-se uma pessoa bem mais equilibrada do que a maioria das estrelas midiáticas.
    Viúva de um milionário norueguês, com quem foi casada mais de 10 anos (um recorde no show bussiness), não deve ter problemas financeiros.

    Como há muito tempo não a via, nem tinha notícias de novos discos ou shows, pensei que tivesse se aposentado. Eu estava errado.
    Foi uma pena não ter falado de como se tornou a fada-madrinha dos Jacksons, e de Michael em particular. Deve ser uma boa história.

    Era meados da década de 80 quando apareceram os primeiros videocassetes que dava prá comprar. Fiquei sócio da Videosom, uma locadora de Boa Viagem, Recife, cujos donos cinéfilos eram Paulo Menelau e Cristina Meira Lins. Eles me mandavam as fitas pelo correio e eu ficava uma semana com elas. Custava uma nota toda esta engenharia de tráfego, mas valia à pena.
    Entre as preciosidades estava uma fita pirata e recopiada do show de Diana Ross no Central Park. Eu não cansava de assistir e exibir para os conhecidos a música Endless Love, numa interpretação apaixonada e lacrimosa. Depois de presenciar aquela beleza da arte, dava prá entender que a vida não seria mais a mesma. Um passo adiante tinha sido dado.
    Depois a música ganhou o título da revista Billboard de melhor dueto musical da história.
    É claro que eles estavam se referindo à música pop.

    O dueto mais belo da história da música é o Dueto de Amor que finaliza o primeiro ato da ópera Madama Butterfly (que já foi matéria aqui do blog).
    Em segundo lugar o dueto que encerra a ópera Norma, de Bellini.
    Quando Pollione diz a Norma que só naquele momento entendeu a profundidade do amor dela e por isto escolhe ser queimado junto com ela na fogueira do sacríficio, não tem emoção que resista.

    terça-feira, 22 de março de 2011

    Metafísica




    " Escondido dentro de casa,
    com a luz apagada,
    ouvia o exército de Pinochet
    fuzilando os jovens no meio da rua.

    Sentia-me aliviado
    e agradecido a Deus
    por ele ter me poupado de ser morto.
    Mas... por que ele não poupara
    também todos aqueles outros inocentes? "

    Ariel Dorfman,
    no documentário
    "Um compromisso com os mortos".

    segunda-feira, 21 de março de 2011

    Guia politicamente incorreto da História do Brasil





    Uma das maravilhas da vida é poder comprovar o desmascaramento de muitas hipocrisias.
    Quando é feita na história oficial e com dados irrefutáveis, o sabor se torna ainda mais precioso.

    O livro de Leandro Narloch é um prato cheio.
    Ainda não recebi o meu e não quís baixar pela internet, como muitos sites anunciam. Estes dados da matéria são de uma entrevista e artigo publicados no JC do domingo.

    ÍNDIOS = "Os maiores responsáveis pela matança dos povos indígenas brasileiro foram os próprios índios. Para um tupinambá, um botocudo era tão estrangeiro como um português. Guerreava com um tupiniquim com o mesmo gosto com que saboreava um jesuíta."

    NEGROS = " O maior sonho dos escravos libertos era... comprar escravos. Zumbi, o herói libertador dos negros, mandava comprar escravos na vizinhança para trabalharem como escravos no Quilombo dos Palmares."

    ALEIJADINHO = "Aleijadinho provavelmente nunca existiu. Mas a Máfia brasileira do Aleijadinho conseguiu nos últimos 50 anos passar a obra atribuída a ele de 160 para mais de 400 trabalhos. "

    Diz estar trabalhando no Guia da América Latina.
    Um dos mitos a serem derrubados é o de Che Guevara.
    Segundo muitas versões, até seus próprios companheiros ficavam assombrados com a voracidade que ele tinha para executar opositores, mesmo que eles fossem garotos de 12 anos.

    Esperamos com ansiedade este novo volume.

    domingo, 20 de março de 2011

    Dr. House : minha asma.








    sábado, 19 de março de 2011

    Obama está entre nós




    O povo brasileiro saúda com enorme alegria a presença do Presidente Barack Obama no nosso país.

    Não temos nenhuma ingenuidade.
    Somos velhos o bastante prá não sucumbir à maior parte das ilusões da vida.
    Mas é impossível não distinguir a abissal distância que separa uma administração ética e com uma visão global de Obama, dos conchavos de grandes empresas de máquinas de guerra que pautaram o inclassificável governo de W. Bush.
    A presença de pessoas com Hillary Clinton no governo é uma demonstração da qualidade do trabalho a fazer.

    Sabemos que ninguém chega na posição de Obama sem milhares de acordos e concessões.
    Ninguém conseguiria os milhões que uma campanha vitoriosa demanda sem deixar para o futuro alguns planos que incomodariam alguns setores poderosos.

    Se trata do antigo entregar os anéis para conservar os dedos.
    Seria melhor não ceder um milímetro de idéias pessoais e não vencer a eleição e ficar em casa churumingando?
    Ou é melhor vencer e tentar realizar o possível?
    Não tenho dúvidas sobre a segunda opção.

    O povo americano é um bravo povo de pioneiros.
    Não deixaram de ser imperialistas.
    Ainda gastam uma fatia desproporcional das riquezas do mundo.
    (Li esta semana que se China e Índia quiserem ter o padrão de consumo energético que os americanos têm HOJE, teriam que construir, até 2020, 3 centrais nucleares POR DIA !!!

    Somos todos humanos.
    Somos todos irmãos.
    E Obama significa a possibilidade de mais passos em direção a esta utopia que está entranhada no DNA de cada ser humano.
    Não estamos aqui para conquistar, para matar uns aos outros, para dominar.
    Estamos aqui para repartir, para ter felicidades, para amar.
    Esta é o nosso maior sonho como espécie.

    P.S.: Na ilustração o desenho que Maurício de Souza, criador de Monica e Cebolinha, postou em seu twitter ontem. Aproveita o famoso cartaz da campanha de Obama, criado por Shepard Farey.


    sexta-feira, 18 de março de 2011

    Christoph Turcke



    Pensador alemão diz numa ótima entrevista que as pessoas se viciam em tecnologia da mesma maneira que se viciam em heroína.

    Foi uma entrevista publicada em setembro do ano passado, mas que só agora consegui colocar no blog.

    Achei melhor colocar o link do que reproduzir pedaços de uma entrevista que já é bem pequena.

    Link da entrevista completa abaixo:

    quinta-feira, 17 de março de 2011

    Corpo Anterior por Jorge Wanderley, poeta recifense.




    Que faço aqui,
    neste meu corpo,
    amando
    outro corpo, doado
    - e estranho a mim?

    Dois corpos desiguais
    e no comando
    o que eu decido.

    E quem decide assim?

    Estranho todos os departamentos
    E eu sou um outro, que não pousa aqui.
    Cada nervura, poro, o tegumento
    — Desconheço de todo, nunca vi.
    Altura que não quero, mãos esquerdas,
    O que está velho e não forjou memórias,
    O gesto alheio, o olhar sobre tropeços,
    São crônicas já pálidas, a perda
    Do nunca possuído: alguma história
    Que espera no futuro o seu começo.


    Foto: modelo Adrian Herrero,
    por Marcos Pergon