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"Sei que nunca verei
poema mais belo e ardente,
do que uma árvore;
uma árvore que encerra
uma boca faminta
aberta eternamente
ao hálito sutil e flutuante da Terra.
Voltada para Deus todo dia,
ela esquece os braços
a pender de folhas,
numa prece.
( ....)
A chuva vive na mais doce
intimidade do tronco,
a se embalar nos galhos seus.
Qualquer mortal como eu
sabe fazer um poema.
Mas quem sabe fazer uma árvore?
Só Deus. "
Tradução de Olegário Mariano, 1937.
copiado da coluna Letraàsterças" de Luzilá Goncalves,
que aguardo com ansiedade cada semana,
no Diário de Pernambuco.