sexta-feira, 16 de julho de 2010

Hung ... e os nossos outros folhetins.


Se você for Ocidental e não for amish, nem Trapista, nem Carmelita Descalça (3 lugares onde eletrônicos são proibidos), dificilmente vai escapar de um folhetim.

Primeiro foram os jornais, especialmente os franceses e russos, onde foram publicadas algumas Obras Primas da Literatura.
Depois veio o Rádio e as pessoas morriam eletrocutadas de tanto chorarem -e empaparem os rádios-pelos desencontros de Albertinho Limonta e Isabel Cristina e Mamãe Dolores, em O Direito de Nascer.
E depois a TV.

As novelas, como nunca atualizaram a sua linguagem e o seu tamanho, perderam todos os espectadores que tinham acesso a seriados e internet.
Os seriados mais curtos também chegam a um ponto de saturação.

Qualquer seriado com tema adulto desperta minha atenção. Já que ficou insuportável "mistérios com enche tripas desconexos", feito LOST.
Vampiros e Lobisomens, feito True Blood.
Corais de escolas secundárias, feito GLEE.
E patriotadas tecnicamente perfeitas mas enjoadas, feito PACIFIC.

Ainda assisto alguns deles, mas o assunto hoje é HUNG.
A HBO vai começar a segunda temporada.
A primeira teve só 10 episódios de meia hora.
De que trata?

Um treinador de basquete em uma escola secundária municipal de Detroit, está às voltas com a crise.
O casamento com 1 par de filhos adolescentes, acabou.
A crise mundial e de Detroit vai lhe roubar o emprego.
Sua casa, cheia de "macacos" elétricos dá curto circuito e se incendeia.

Solução à vista? Poucas.
Uma ex-namorada lhe propõe uma saída bizarra: GIGOLÔ!!!
2 amigas querem ser "a empresária."
Uma quer ter como alvo mulheres de classe média.
A outra o quer para mulheres ricas e solitárias.
O embroglio começa por aí.

Não é assunto edificante, mas dá prá assistir.
O casal de artistas principais é muito bom.
E, isto sim, é um tema que foge às outras besteiradas relatadas acima.
Vou assistir a segunda temporada de mais 10 episódios.

HUNG quer dizer, entre outras coisas, enforcado ou dependurado.
Não sei o sentido exato que os autores do seriado quiseram dar.