terça-feira, 13 de julho de 2010

Moçambique e Brasil: "potências" do futuro.


Como cinéfilo de carteirinha, sou um pouco teleguiado pelo que vejo no ecrã.

Bem antes de Cate Blanchett ser vítima de bala perdida, no filme BABEL, e amargar socorro nos braços de Brad Pitt (pelo menos este consolo!) na miséria africana (no caso do filme, no Marrocos), faço tudo prá não assistir filmes que se passem da África.
É doloroso demais!!

Os Tarzans da vida eram melhores.
Diamantes de Sangue, filmes sobre o massacre de Ruanda em 1994, isto só faz tirar a alegria da vida de nós todos.
Deveriam ser proibidos. kkkk

Moçambique, de língua portuguesa, à maneira brasileira mas em menor proporção, também está bombando como futura "potência" africana.

Uma família brasileira está numa reportagem do JC de ontem.
Resumindo:
O país de 20 milhões de habitantes tem apenas 350 médicos e 4 anestesistas.
"As mulheres são obrigadas a terem os filhos em casa.
O parto tem que ser natural, evidentemente.
Se houver qualquer complicação é preciso a autorização do RÉGULO, o líder da comunidade, para que ela possa procurar ajuda fora.
MAS, PARA SEGUIR PARA O HOSPITAL, É PRECISO QUE ELA ADMITA QUE TENHA TRAÍDO O MARIDO.
Pois, para os moçambicanos, problemas no nascimento significa traição.
Então, PARA TER O DIREITO DE IR PARA O HOSPITAL TRATAR DO PARTO COMPLICADO, ELA TEM QUE ADMITIR QUE TRAIU O MARIDO... E DIZER O NOME DO TRAIDOR."

Repetindo o que já disse, com a classe política que o Brasil tem, e instituições como o DETRAN-PE, nossas chances como "potências" do futuro estão mais para Moçambique do que para Suiça.

Espero que, com tantas viagens do nosso presidente à África, para perdoar dívidas e conseguir votos para os seus projetos pessoais futuros, nenhuma cabeça coroada do governo decida criar a execrável figura do RÉGULO no Brasil.
Seria mais um desastre social.
Mas sei que o controle social é um sonho de todo fascismo, seja de esquerda, seja de direita.