terça-feira, 31 de julho de 2012

ARcadi Oliveres



segunda-feira, 30 de julho de 2012

Xô racismo! Xô preconceito ! Xô praga !




A notícia estava perdida na babel internética de notícias, ontem.
Um pastor branco do Mississipi, sul dos EUA, recusou fazer o casamento de dois fiéis antigos da igreja.
Razão? Eles eram negros.
O pai perguntou: como vou explicar à minha filha de 9 anos que não podemos casar na igreja que frequentamos por tanto tempo "porque, advinhe querida, nós somos negros."?
Outros fiéis brancos ameaçaram demitir o pastor e sair da igreja se o casamento acontecesse.
Estamos no país mais rico do mundo e em 2012 ?
É o que parece.

O racismo e os preconceitos são entranhados na alma humana e levarão milênios para serem descartados na lata de lixo das imundícies humanas.

Alguns "preconceitos" são criados com boas intenções, mas depois perdem o sentido e persistem. Não comer carne de porco no mundo antigo foi uma atitude bem sensata seguida por religiosos, pois muitas pessoas morriam de cisticercose, causada pelo verme da tênia que infectava a carne.
Agora não faz o menor sentido.

Semana passada o NYTimes mostrou extensa reportagem, também no sul dos EUA.
Uma funerária é dirigida por uma mesma família por dezenas de anos.
O negócio passou de pai para filho.
O detalhe é que é uma família negra.
O resumo é perturbador.
O dono diz: nunca soube de nenhum negro desta região que tivesse sido cuidado por funerária de donos brancos. Assim como nunca tomei conta de um corpo de um branco.
Segregação até depois da morte, é demais.


domingo, 29 de julho de 2012

Aberturas olímpicas: Pequim, Londres e Brasil.





Não que os ingleses sejam reconhecidos no mundo pelo bom gosto.
Poucas exceções.
Stella McCartney e Alexander McQuenn na moda.
Boa música popular.
Boa literatura e poesia e crítica.
Reputação de péssima comida.
O uniforme da delegação inglesa, branco com gola dourada, parecia saído de um momento pouco artístico de estilista da sulanca.

Mas a Abertura das Olímpiadas mostrou um Danny Boyle muito inspirado.
Grande visibilidade de crianças, deficiente, minorias étnicas,etc.

A Abertura da Olímpiada de Pequim em 2008 ficou conhecida como "a insuperável".
É um título difícil de ser batido.
Mas não a poupa de "impossível de comparar."
Apesar de todos os "uaus !!!"que despertou em quem assistia, com suas acobracias óticas de última geração (que hoje estão disponíveis em qualquer baile funk de periferia), vista de hoje parece apenas um SURTO DE EXIBICIONISMO DE NOVO RICO.
Tudo muito bonitinho... mas insosso.

Londres foi além disto.
Mostrou um pouco de sua cultura dentro de um espetáculo que é planejado para agradar o seu bilhão de espectador.
Não foi perfeito.
O desfile das delegações é totalmente superado.
Tedioso, por maior que seja a beleza de alguns atletas.
Logo será substituído por alguma coisa como as delegações já dentro do estádio e um foco de luz apresentando cada país, diminuindo esta parte de mais de 1 hora para 10 minutos.

Um grande bloco representou o (NHS - National Health Service)
sistema de saúde socializado, que é orgulho nacional há décadas.

Mister Bean foi uma das partes de humor.

O Rio de Janeiro em 2016 está totalmente dispensado desta parte de humor.
Se colocar um bloco com a realidade do sistema de saúde brasileiro (SUS, "quase perfeito, nas palavras do Grande Líder) o mundo vai cair numa gargalhada sem fim.
Vai por mim !

Assisti pelo ESPN e pelo SportTV.
O segundo tem a verborragia insuportável de Galvão Bueno e trupe.
Não consegui ir além de 5 minutos com som.
Ficou muito melhor mudo.

P.S.: Presta atenção nas palavras. Enquanto o sistema de saúde inglês é um " serviço", a partir do nome.(NHS- National Health Service= Serviço Nacional de Saúde). O brasileiro com sua megalomania de republiqueta de bananas é o "Sistema Único de Saúde".
Único ?
Único mas acompanhado de milhares de planos de saúde obrigatórios para quem não quer morrer na calçada do hospital.
Nenhuma dos dois chega perto de funcionar "na hora H ", como o sistema inglês, que é totalmente gratuito.
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Só para efeito de comparação, o bom gosto do estilista Ralph Lauren para os atletas americanos.

sábado, 28 de julho de 2012

História da Arte



sexta-feira, 27 de julho de 2012

Glee homenageia Whitney Houston. Aqui Kurt canta "I have nothing"





EU: como estas coisas do youtube vivem entrando e saindo do ar, abaixo está o link do clipe no próprio youtube, de onde raramente sai do ar.


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quinta-feira, 26 de julho de 2012

e.e.cummings






nalgum lugar em que eu nunca estive,
alegremente além
de qualquer experiência,
teus olhos têm o seu silêncio:

no teu gesto mais frágil
há coisas que me encerram,
ou que eu não ouso tocar
porque estão demasiado perto
teu mais ligeiro olhar
facilmente me descerra

embora eu tenha me fechado
como dedos, nalgum lugar
me abres sempre pétala
por pétala como a Primavera abre
(tocando sutilmente,
misteriosamente) a sua primeira rosa

ou se quiseres me ver fechado, eu e
minha vida nos fecharemos belamente,
de repente,
assim como o coração
desta flor imagina
a neve cuidadosamente
descendo em toda a parte;

nada que eu possa perceber
neste universo iguala
o poder de tua imensa
fragilidade: cuja textura
compele-me com
a cor de seus continentes,
restituindo a morte
e o sempre cada vez que respira

(não sei dizer o que há em ti que fecha
e abre; só uma parte de mim compreende que a
voz dos teus olhos é mais profunda
que todas as rosas)
ninguém, nem mesmo a chuva,
tem mãos tão pequenas



Tradução. Augusto de Campos

Eu: infelizmente, por uma questão de estética e do tamanho das letras de um blog, tive que mudar os espaços e as linhas do belo poema.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Ambanis e seu lar

the magazine

The Talk of Mumbai

The wife of India’s richest man, Nita Ambani has built a model township, an elite school, and a Premier League cricket team. But all anyone wants to talk about is her house: the 27-story, 570-foot-tall, 400,000-square-foot Xanadu that few have entered but that has all Mumbai buzzing. Discussing her home for the first time, Nita Ambani talks with James Reginato.


The ice-cube-size diamond ring she is wearing today might suggest otherwise, but it’s not unusual to find Nita Ambani in the trenches. In the past years she has built a series of enterprises that are proud success stories in contemporary India, including an international preparatory school, a Premier League cricket team, the nation’s first Braille newspaper in Hindi, and a 400-acre model township that houses 12,000 people and stands adjacent to the world’s largest oil refinery. A 400-bed hospital wing is under construction and plans are proceeding for a world-class university on 1,000 acres of property.

While it is true that all of these undertakings are owned or financed by her husband, Mukesh, the richest person in India and the 19th-richest in the world, Nita has earned respect in her own right throughout the country for her vision, drive, and willingness to get her jeweled and manicured fingers dirty. Lately, she has been referred to as “corporate India’s first lady.”

So it must be a source of frustration that, notwithstanding her accomplishments, the international press remains fixated upon her house.

Lurildo Saraiva detona o CCC de Recife no livro Água Braba




Lurildo Saraiva, 64, é professor de Cardiologia na Universidade Federal em Recife.
Na juventude foi amigo de Pe.Henrique, assassinado pela ditadura em 1969 e agora escreveu um livro de memórias chamado Água Braba.

O seu relato do enterro do religioso e a repressão policial é a melhor descrição das centenas que já li do doloroso episódio.

O CCC (Comando de caça aos comunistas) era um grupo para-militar informal (ou nem tanto) que perseguia e matava estudantes de esquerda. Existia no Brasil inteiro e é um dos capítulos mais secretos daquela época. Já se insinuou que até Boris Casoy fizesse parte.

Lurildo detona:
"Sei os nomes dos componentes do CCC naquela época em Recife.
Todos estão vivos.
São autoridades.
Todos nós que fomos estudantes sabemos quem são eles.
Vou revelar à Comissão da Verdade."

EU:

O CCC, ao contrário do que muita gente pensa, não eram apenas "os estudantes da Direita". Tinha também empresários que financiavam assassinatos, atentados e toda sorte de crimes.

Num país onde ministros da justiça viram advogados de mega ladrões; onde ex-presidentes desmentem processos do Supremo Tribunal querendo tornar verdadeira a piada de que "o mensalão não existiu", não acredito que a força da lei toque qualquer destes financiadores ou atuantes criminosos da Ditadura.
Mas, já seria um bom exemplo expô-los.
Para que seus parentes entendam que a impunidade tem um limite, mesmo em países de legislação faroeste feito o Brasil.

Os 2 capítulos emocionantes estão nos links abaixo da revista universitária
artesensu.

Imperdíveis !!!

Valeu Lurildo !
(que foi meu professor nos 2 anos de Residência do Hospital Barão de Lucena).
Prá mim é importantíssimo que, além da historiografia oficial -mesmo honesta- de grandes eventos, se produza a memória das pessoas.
E a história das lutas democráticas de Recife foram feitas por um povo corajoso e bravo que deve honrar a nós pernambucanos.

A foto que ilustra é da antológica luta da Rua Maria Antônia em São Paulo dos componentes do CCC que estudavam na Mackenzie e os esquerdistas da vizinha Faculdade de Filosofia.





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terça-feira, 24 de julho de 2012

O poder do beijo






Vinha pela estrada uma caravana de motociclistas fortes, bigodudos, nas suas poderosas motos, quando de repente vêem uma garota a ponto de saltar de uma ponte em um rio.

Eles param e o líder, particularmente corpulento e de aspecto rude,
salta, dirige-se a ela e pergunta:

- Que diabo estás a fazer??

- Vou-me suicidar. - responde suavemente a delicada garota com a voz
cadenciada e ameaçando saltar.

O motociclista pensa por alguns segundos e finalmente diz:

- Bom, antes de saltares, porque não me dás um beijo?

Ela acena com a cabeça, puxa para o lado os cabelos compridos encaracolados e dá um beijo longo e apaixonado na boca do motociclista parrudão.

Após esta intensa experiência, o gangue de motociclistas aplaude, o líder
recupera o fôlego, alisa a barba e admite:

- Este foi o melhor beijo que me deram na vida. É um talento que se perderá
caso tu te suicides. Porque é que queres morrer?

- Porque os meus pais não gostam que eu me vista como mulher!!!…


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Dom Eugenio Sales, um Cardeal da Ditadura




A coluna de Sebastião Nery do sábado passado jogou a última pá de cal na história inventada pela Rede Globo, de que o cardeal tinha ajudado "5.000 jovens brasileiros "a irem para o exílio, fugindo da ditadura militar.

O colunista diz que nenhum destes jovens foi encontrado até hoje e tudo não passa de balela.
Eu acreditei, pois não lembro de ter visto qualquer ação do prelado na década de 70, quando muitos outros bispos católicos eram engajados e botavam o pescoço na forca para defender um país democrático.
A Igreja Católica foi uma presença central na luta contra as agressões aos Direitos Humanos que eram praticadas na época.

Mais um ponto negativo para a Globo.
Reinventar a história era o que os comunistas soviéticos tentavam fazer.
Quando alguém caía em desprestígio era apagado das fotografias onde estava.

domingo, 22 de julho de 2012

Racionais MC'S lançam clipe do filme "MARIGHELLA, mil faces de um homem leal".






O filme será lançado nos cinemas em 10 de agosto.
E foi dirigido pela sobrinha de Carlos Marighella, Isa Ferraz.

sábado, 21 de julho de 2012

Tudo na vida é uma questão de prioridade





Uma senhora bem idosa estava no convés de um navio de cruzeiro segurando seu chapéu firmemente com as duas mãos para não ser levado pelo vento.

Um cavalheiro se aproxima:
- Me perdoe, senhora...não pretendo incomodar, mas a senhora já notou que o vento está levantando bem alto o seu vestido?

- Já, sim, mas necessito das duas mãos para segurar o chapéu.

- Mas, senhora....a senhora deve saber que suas partes íntimas estão sendo expostas! - disse o cavalheiro.

A senhora olhou para baixo, depois para cima, e respondeu:
- Cavalheiro, qualquer coisa que o Sr. esteja vendo aqui em baixo tem 85 anos.

O chapéu eu comprei ontem!

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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Truman Capote e seus socos III - última parte.




Café da Manhã na Tiffany's (luxuosa joalheria da Quinta Avenida, em Nova Iorque) que no Brasil teve a esdrúxula tradução de Bonequinha de Luxo, foi o romance de TC anterior a A Sangue Frio (In Cold Blood).
O filme do diretor Blake Edwards que explodiu a carreira de Audrey Hepburn como uma prostituta de alta classe, também alavancou a carreira de TC.

Mas o grande projeto de vida dele foi mesmo A Sangue Frio.
Passou 5 anos para lançar o livro pois não conseguia imaginá-lo sem o final, com a morte dos 2 criminosos. No entanto, "vendeu a alma ao diabo", como se dizia na Idade Média.
Para viver melhor a história terminou se envolvendo demais a ponto de se apaixonar perdidamente por Perry Smith, o criminoso que começou a matança.
O resultado foi o sucesso do livro, reconhecido universalmente como um dos melhores do gênero, mas uma personalidade que ficou em frangalhos e não conseguiu mais se recompor.
Viveu mais quase 20 anos, morrendo em 1984, aos 59 anos, mas não conseguiu escrever mais nada além de pequenos artigos. Morreu consumido pelo alcoolismo e pelas drogas e na angústia do que se entregou para alcançar sucesso.

Existem boas edições de sua curta bibliografia no Brasil e uma boa biografia de Gerald Clarke.
No futuro será mais que bem-vindo um volume na coleção de The Library of America que reúne os melhores escritores americanos em volumes bem cuidados e baratos.

Assim poderemos ler o artigo que publicou na Vogue americana chamado "Carmen Therezinha Solbiati - so chic " sobre nossa socialite Carmen Mayrink Veiga, em 1956.
Os mais abastados e apressados podem, é claro, fazer a assinatura individual dos arquivos da Vogue, pela internet. Custa dolorosos 3.250 dólares por ano !!!

Mas o principal desta postagem de TC e de sua existência é a "lição de vida"(como dizem os religiosos) que ela nos traz.
Numa época onde as pessoas são convencidas pela auto-ajuda que "podem tudo", que "basta querer", que "Deus vai permitir você fazer tudo o que quer", e invencionices parecidas que desmontam no menor sopro do próximo dia, poderei ser o filósofo da oposição.
Sou o papa da anti-aventura.
"Grandes decisões" quase sempre levam à lugar nenhum.
Ou a situações indesejáveis e incontornáveis.

A não ser que você seja esteja na estrada de Damasco, e uma voz lhe derrube do cavalo e pergunte "Saulo, Saulo, por que me persegues ?", é melhor levar a vida em pequenos passos, pequenas e pensadas decisões. Isto lhe dará segurança necessária para ir longe.
O resto… é ficção.
E o preço a ser pago pelas ousadias podem chegar no "fatal".



TC e Marilyn Monroe.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Truman Capote e os seus socos II




Na biografia do diretor Frank Capra "O homem acima do título" ele não cansa de louvar o cuidado que tinha com os atores ditos coadjuvantes.
Nos 2 filmes que homenageiam Capote saltam às vistas a qualidade do elenco.

Na foto acima está Clifton Collins Jr. que faz um dos 2 assassinos da família Clutter (pai, mãe, filho e filha) do livro de Capote, A Sangue Frio.
O livro baseado numa dramática história real da década de 50, em Holcomb, Kansas.
Uma cidadezinha rural de 500 habitantes (hoje 2000) que amanhece com 4 corpos na casa de uma das suas famílias mais queridas.

O personagem é complexo, por ser um artista sensível e pobre, que foi jogado no meio da miséria e da criminalidade, ainda criança. Descendente em meia parte de índios Cherokees.
O ator consegue transmitir toda a ambiguidade do papel e despertar uma impossível simpatia por um criminoso que agiu com tanta violência.
Catherine Kelner, como Haper Lee, escritora famosa e amiga de infância de TC, é impecável e melhor do que Sandra Bullock na versão do ano seguinte.
Daniel Craig, que reinventou James Bond nos 007 da década passada é grande ator, mas é impossível fazer um Perry Smith melhor do que Collins Jr.
Ademã….

"Nunca escrevi - mais que isto, sou fisicamente incapaz de escrever - qualquer coisa que eu sinta que não serei pago por ela."

"Do ponto de vista de ouvido, Virginia Woolf nunca escreveu uma má sentença."

"Aos 16 anos admirei Thomas Wolfe. Ainda o considero um gênio mas hoje sou incapaz de ler uma só linha dele."

3 frases de TC na famosa entrevista a Paris Review, em 1957, quando já era bajulado por toda nata da elite novaiorquina como seu garoto precoce e genial, mas ainda não lançara o livro que o jogou na posteridade, A Sangue Frio, o romance-reportagem.

P.S.: amanhã tem a última parte.




Cartaz do segundo filme, que no Brasil se chamou "Confidencial", sabe Deus porque.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Truman Capote e os seus socos I



TC quando jovem, numa foto de Cartier-Bresson.

O escritor norte-americano Truman Capote, vaidoso e afetado (como muitos intelectuais que conheci na vida real) estaria satisfeito com os 2 filmes excepcionais que lhe foram dedicados na última década.

Já falamos sobre eles aqui no blog, mas nunca é demais.
O canal pago AXNHD está reprisando o "Capote" a cada 2 dias.
Pena que em formato tela cheia, cortando 30% da bela cenografia.

Dirigido por Bennett Miller em 1985, meses antes já não se discutia de quem seria o Oscar de Melhor Ator. Philip Seymour Hoffman, ator de maior grandeza numa época em que malandros de metro e meio feito Tom Cruise são os tops de bilheteria, dá um show inesquecível no papel principal.
O roteiro também é primoroso.

O que ninguém sabia era que 1 ano depois apareceria uma nova biografia de TC, agora com direção de Douglas McGrath e com Toby Jones no papel principal.
No nome original de "Infamous", no Brasil, sabe Deus porque, virou "Confidencial".

Quem torceu o nariz, pensando que seria mais uma daquelas chatas e dispensáveis versões de segunda categoria, se arrependeu.
O filme é também ótimo e Toby Jones consegue o impossível: alguém se perguntar qual dos dois teria atuado melhor, ele ou Philip.

Amanhã tem mais.

"É a pior coisa, quando alguém tem uma idéia sobre você e é impossível convencê-lo do contrário."
Capote, no filme, explicando a uma mocinha, como foi difícil para ele a vida de gay e desmunhecado numa sociedade americana da primeira metade do século XX.
Nos confins do mundo, que era o sul dos EUA, pois nasceu em New Orleans e foi criado no Alabama.



Philip Seymour Hoffman, um dos maiores atores contemporâneos, que, felizmente, não entrou nos esquemões de Hollywood.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Rosane Collor na TV: É uma brasa ! Mora ?





Há mais de 10 anos não assisto à Rede Globo (e menos ainda outros canais abertos).
Nada contra o Império dos Marinhos.
Tanto que sou fã de carteirinha do Globo News (antigo GNT) com sua programação de primeira qualidade.
Todo noticiário da TV é filtrado.
É melhor você mesmo fazer os seus filtros na internet.
Tenho mais informações em 2 minutos na internet do que em mais de meia hora do Jornal Nacional, ou outros.

Portanto, foi na internet que assisti à quase meia hora da entrevista de Rosane Collor ao Fantástico, e as suas repercussões.

A maior parte das pessoas se espantou de alguém reclamar de estar recebendo uma pensão de "apenas 18 mil reais".
Achei relativo.

Outros tomaram como novidade a história, mais antiga do que a Idade da Pedra, de que não existe coincidência e sim JESUSCIDÊNCIA !!!
Se preparem para as dezenas de sucessos evangélicos que irão começar a tocar com este nome.

O que mais me impressionou foi uma pessoa ter a infelicidade de conviver 22 anos com uma pessoa como Fernando Collor e ainda achar que não foi atingida pela "maldição Collor".
Como assim não foi atingida ?
Foi atingida mais do que qualquer outra pessoa.
22 anos é uma vida.
Só não chegou a morrer como Pedro Collor e o casal Farias.
Mas foi atingida, frontalmente, pela maldição Collor.


P.S.: O título se refere a uma musiquinha que tinha na década de 60, que de vez em quando me volta aos ouvidos: "Roberto Carlos na TV. Pelé na Seleção. A Cláudia Cardinale com o Alain Delon. É uma brasa !!! Ah, ah , ah é uma brasa !"
Se não me engano, de Eduardo Araújo.




segunda-feira, 16 de julho de 2012

Jean William, jovem tenor paulista, um diamante bruto.




Este jovem rapaz de família humilde do interior de São Paulo é uma promessa do canto lírico brasileiro.
Tem apenas 23 anos.
Apadrinhado pelo pianista João Carlos Martins, já tem estudos programados na Europa e nos EUA.

O Youtube tem vários vídeos dele e sobre ele.
Não estamos aqui para criticá-lo, mas para saudá-lo, em um país cheio de rebolations e bobagens semelhantes, é um alívio ver alguém cantando a bela música clássica.

Nesta apresentação do Nessun Dorma ( da ópera Turandot, de Puccini) dá prá sentir sua grande potência vocal e bela tonalidade, linda coloratura, que o tornará um grande tenor… no futuro.

Porque tive que parar algumas vezes o pequeno clipe, pois meu ouvido doía. Na sua paixão de iniciante ele não encadeia as síbalas da música e dos sons. É como se separarasse cada tom.

Para Ana Maria Braga e Altas Horas, onde se apresentou, está no ponto. Para o Scala de Milan e Metropolitan de Nova Iorque tem um longo caminho pela frente.

Parabéns e muito trabalho no futuro, onde poderá estar ombro a ombro com os outros gigantes.

Desta ária pode-se comparar no youtube com interpretações de Pavarottti na década de 70 ou de Jussi Bjorling em qualquer tempo. Ali estão os cumes da grande voz.




domingo, 15 de julho de 2012

Bem-vindo ao Facebook





( em tradução livre )

Bem-vindo ao Facebook

Um lugar onde pessoas que lhe adicionam como amigos
mudam de calçada prá não lhe encontrar na rua.

Um lugar onde os relacionamentos são Perfeitos,
romances se iniciam,
e mentirosos acreditam que estão falando a verdade.

Um lugar onde a sua página é visitada
principalmente por seus inimigos,
ainda que os seus amigos e parentes lhe bloqueiem.

Um lugar onde mesmo que você escreva
o que está pensando,
alguém sempre imagina o sentido errado.

Um lugar onde pessoas sempre pensam que
suas postagens são sobre elas.



sábado, 14 de julho de 2012

Os 7 verdadeiros pecados mortais.





apatia

crueldade

duplicidade

hipocrisia

falsa moralidade

abuso de poder

cultivo da ignorância


sexta-feira, 13 de julho de 2012

PROTESTATIO ET CONFESSIO, José Augusto Mourão







I
Renuncio à verdade solitária ou particular
renuncio à fé sem amor, que é o puro subjectivismo

creio na dimensão militante de toda a verdade
creio no amor como fidelidade ao puro dom da graça

renuncio à esperança judiciária, distributiva,
que dá a uns a recompensa e a outros o inferno

creio em Deus, força da vida e madrugada de todas as coisas
creio na reconciliação no amor como poder universal

renuncio a uma fé salarial e à visão sacrificial
que justifica a fome, a morte, a vítima

renuncio à vida do desejo como autonomia, que é o pecado
renuncio a um coração que seja em nós um rio que não corre

creio na ressurreição subtraída ao poder da morte
creio na liberdade do Espírito desampara os que só na letra se arrimam

renuncio ao fel das relações envenenadas
a sedução do dinheiro que compra a vida e a fama

creio na Páscoa do mundo que a Sarça transfigura
creio no trabalho do amor que borda a paz e a justiça

II
à banalização do mal eu digo não
à tecnologia das próteses e ao mercado
que conforta em nós Narciso, digo não

digo não à xenografia da catástrofe mole,
à vociferação que matou Abel
e à justificação da violência como lei

ao discurso peremptório digo não também
e à satanização do outro
que nos defende de nós próprios

digo não à maneira do ser humano
regido pelo “valor” de troca
e pelo imanentismo que leva ao caos pluralista

creio no universo libertado,
em expansão, e não feito apenas de acaso e de necessidade

creio no homem em devir
que vem do desejo e da Vida absoluta de Deus
e não do determinismo biológico

creio em Deus como a festa maior que há-de vir
e das encruzilhadas em que os pedintes nos surpreendem

creio no Deus das noites sem apelo
do silêncio insepulto
e das claras madrugadas

creio no Pai que no dom do Filho se retira
creio em Jesus Cristo, o Verbo feito carne
e voz de sangue inconsporcado

creio no dom que ele foi até ao fim
e a todos alcançou

creio na Páscoa do Espírito e do Fogo
creio no Espírito da diferença irredutível,
no intenso e no profundo que nos liga
ao espaço-tempo da presença-amante