domingo, 6 de novembro de 2011

Governos brasileiros x automóveis: um casamento de conveniência.




Na edição de 24 de outubro da revista semanal Época, o repórter Marcelo Moura assina uma reportagem definitiva e substanciosa sobre o tórrido romance de amor entre os governos brasileiros dos últimos 50 anos e os automóveis.

São 8 páginas dignas de serem emolduradas e decoradas.

De cada 100 reais arrecadados de imposto no Brasil, 6 vêm diretamente dos carros.
São 82 BILHÕES POR ANO.

E isto é só o começo.
Quando se inclui a periferia dos custos do autómovel os dados atingem o ilimitado.
40% de todos os impostos recolhidos no estado do Amapá são do ICMS sobre combustível.

É um dos poucos impostos que não tem agregação.
Os governantes podem usá-lo onde bem entenderem.
E esta é outra razão para o glamouroso casamento.

"O carro é a prima-dona da arrecadação",
diz o pesqueirense Everardo Maciel,
que foi secretário da Receita Federal.

Quando um brasileiro compra um Corolla, o governo recolhe no ato 31% de impostos.
Na Alemanha o imposto sobre carros é 16%.
Nos Estados Unidos, 6%.

Só encontrei um provável erro no valioso artigo:
diz que os municípios brasileiros arrecadaram 1.350.000 reais em multas.
Mais do que esta quantidade deve ter sido arrecadada somente em Pesqueira quando a "equipe"passou alguns meses aqui, escondida nos escuros das lojas e multando os incautos, sem avisá-los da multa como manda o código de trânsito, para que fossem multados dezenas de vezes nas próximas ruas.

O artigo inteiro está no site da Época, no link abaixo.
Parabéns à revista, que presta um serviço de utilidade pública quando esclarece o povo brasileiro sobre que forças movem o país, ocultamente.